terça-feira, 29 de março de 2016

SOMANDO COM A DIFERENÇA NA COMUNICAÇÃO!



Conheci uma pessoa que é ouvinte e tem pais surdos, ela contou que, quando criança, considerava estranho as pessoas terem orelha e achava que serviam apenas para “pendurar os brincos” nas mulheres e que os homens também tinham orelhas apenas por conta de uma “solidariedade” às mulheres. A partir deste momento percebi que o fato de não ouvir, não era um problema para eles, e que diferentes eram os outros.
A comunicação se dava de várias formas e a vida prosseguia, mas quando as portas desta casa se abrem à sociedade, “eles” são classificados como diferentes e acabam criando e participando de comunidades próprias que se baseiam na maneira que eles entendem e percebem o mundo e o “modificam” para sua própria compreensão para que possam se adaptar a ele, criando sua própria cultura.


Um surdo precisa do outro; para eles é importante ter este tipo de contato, um convívio saudável, sem risco da perda de sua identidade e valores, e a família perceberá um progresso interessante. Dentro da comunidade surda, o indivíduo pode se sentir realmente parte de algo, o que o difere da maioria das pessoas, o faz se sentir muitas vezes, discriminado na sociedade dos ouvintes e cabe a nós ouvintes, compreendermos como funcionam as mentes das pessoas com deficiência auditiva, não só para aprendermos, mas também para que possamos fornecer-lhes ferramentas adequadas para ajudá-los na construção de suas personalidades e em suas características, considerando a vantagem que lhe é dada desde o início de suas vidas onde desenvolvem a comunicação de forma muito mais apurada do que nós ouvintes, através do contato visual, percebendo e transmitindo intensidade, direcionamento, embaraço, pânico, etc., além das expressões faciais capaz de expressar vários sentimentos, assim como ritmo ou a intensidade.


É preciso considerar o conhecimento e habilidades que a pessoa surda possui, tendo assim um ganho significativo para seu conhecimento relacionado à língua e a cultura dos surdos. Desta forma, podemos também fazer nosso papel como cidadão, proporcionando a inclusão destas pessoas, que possuem habilidades que são extremamente importantes. Devemos promover a inclusão para a troca de experiências e assim aprendermos e desenvolver competências, considerando todos os aspectos existentes. Com isso vamos aprender e crescer para que um dia possamos viver num mundo onde as diferenças “somam”!Jose Antonio de Paula Prado (Machado)
Consultor de Marketing - AME



Jose Antonio de Paula Prado (Machado)
Consultor de Marketing - AME

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